A Hermenêutica ponderativa

Coisa julgada e direitos da personalidade

Autores

Palavras-chave:

Relativização, Princípios, Razoabilidade

Resumo

Este estudo analisa a tensão entre a coisa julgada e os direitos da personalidade no ordenamento jurídico brasileiro, investigando como a hermenêutica ponderativa tem sido utilizada pelos tribunais superiores na relativização da res iudicata quando confrontada com direitos existenciais. A pesquisa ado a metodologia qualitativa, baseada em análise jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal, examinando casos emblemáticos que envolvem direitos da personalidade como identidade genética, direito à vida e à saúde. O referencial teórico fundamenta-se nas contribuições de Robert Alexy sobre ponderação de princípios, nas lições de José Carlos Barbosa Moreira sobre coisa julgada, e na teoria dos direitos da personalidade desenvolvida por Adriano de Cupis e Elimar Szaniawski. Os resultados demonstram que os tribunais têm admitido excepcional relativização da coisa julgada quando esta colide com direitos personalíssimos, utilizando critérios de proporcionalidade e razoabilidade. Conclui-se que existe tendência jurisprudencial de flexibilização da coisa julgada em favor dos direitos da personalidade, evidenciando a influência da constitucionalização do direito processual civil e a supremacia do princípio da dignidade da pessoa humana no sistema jurídico contemporâneo.   

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Biografia do Autor

  • Marcelo Negri Soares, Universidade Cesumar - UniCesumar

    Doutor e Mestre em Direito pela PUC-SP, Brasil. Pós-Doutor pela Universidade Nove de Julho-São Paulo. Especialista pela Universidade Mackenzie, São Paulo (SP). Cursou extensão universitária em Harvard, Berckeley e MIT, nos Estados Unidos da América. Professor Titular Visitante na Universidade de Coventry, Inglaterra (Reino Unido) – Faculdade de Direito, Administração e Negócios, Programa de Mestrado e Doutorado. Foi Professor da UFRJ (Faculdade Nacional de Direito); atualmente é Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação de Mestrado e Doutorado em Ciências Jurídicas UniCesumar (Maringá PR). Pesquisador FAPESP, ICETI, NEXT SETI. E-mail: negri@negrisoares.com.br SP. Docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Jurídicas da Universidade Cesumar – Unicesumar, na linha instrumentos de Efetivação dos Direitos da Personalidade.  

     

  • Davi Albuquerque Geller de Oliveira, Universidade Cesumar - UniCesumar

    Mestrando em Ciências Jurídicas pela Unicesumar Maringá Paraná. Bolsista pelo Programa de Suporte à Pós-Graduação de instituição de Ensino Particulares (PROSUP/CAPES). Bacharel em Direito pela faculdade Unicesumar. E-mail: davi.albuquerqueadv@outlook.com

Referências

ALEXY, Robert. Teoria dos direitos fundamentais. Tradução de Virgílio Afonso da Silva. São Paulo: Malheiros, 2008.

BARROSO, Luís Roberto. A dignidade da pessoa humana no direito constitucional contemporâneo: a construção de um conceito jurídico à luz da jurisprudência mundial. Belo Horizonte: Fórum, 2014.

CHIOVENDA, Giuseppe. Instituições de direito processual civil. Tradução de Paolo Capitanio. Campinas: Bookseller, 1998.

CUPIS, Adriano de. Os direitos da personalidade. Tradução de Afonso Celso Furtado Rezende. Campinas: Romana, 2008.

CRUZ, José Raimundo Gomes da. Coisa julgada: fundamentos históricos. Rio de Janeiro: Forense, 1980.

MOREIRA, José Carlos Barbosa. Coisa julgada e declaração. In: Temas de direito processual civil. São Paulo. Saraiva, 1970.

SZANIAWSKI, Elimar. Direitos de personalidade e sua tutela. São Paulo. RT, 2005.

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Publicado

12/20/2025

Como Citar

A Hermenêutica ponderativa: Coisa julgada e direitos da personalidade. (2025). Anais Do Congresso Internacional De Direitos Da Personalidade , 451-455. https://lgpublica.com/index.php/acidp-unicesumar/article/view/529

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