Dos métodos alternativos de resolução de conflitos como ferramenta de descongestionamento penal
Da aplicação da justiça restaurativa nos crimes de menor potencial ofensivo
Palavras-chave:
Conflitos Penais, Comunicação não violenta (CNV), VítimaResumo
Ao abordar os conflitos de natureza penal e a crise impulsionada pelo sistema de justiça tradicional, verifica-se uma necessidade de mudança de paradigma judicial. As inquietações ao debate demonstram uma necessidade de se desenvolver novas propostas que abordam a responsabilização sobre crimes de menor potencial ofensivo. Ao debruçar se sobre a temática, o tratamento do conflito se faz na Justiça Restaurativa (JR), metodologia que idealiza a abertura da comunicação assertiva entre a partes envolvidas no conflito de natureza penalista, no intuito de se preconizar a restauração do dano infringido, almejando a reintegração social do infrator. O objetivo geral da pesquisa será analisar se a implantação da JR ocorre de maneira efetiva nestes casos, contendo os possíveis benefícios para as vítimas, ofensores e para a sociedade. Ademais, será abordado aos objetivos específicos, o conceito da Justiça Restaurativa, com foco no estudo da técnica e do método abordado, como se aplica e possíveis resultados que demonstram como a Justiça Restaurativa reduz a morosidade processual, com viés social de análise no que tange a superlotação carcerária e a alta reincidência criminal, além da relação vítima-ofensor. A metodologia empregada foi a qualitativa bibliográfica, a partir da análise de doutrinas, artigos científicos, revistas, livros, textos legislativos. Portanto, concluiu-se que é essencial a necessidade de o sistema jurídico brasileiro adotar medidas para a efetiva implantação da JR, investindo em seu aprimoramento de forma abrangente e responsável, com modelo transformativo, promovendo o novo conceito de resolução delitiva, de maneira mais eficaz e resolutiva para todas as partícipes conflituosas.
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Referências
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