Exclusão digital e desigualde educacional
A violação do direito à educação, à igualdade de oportunidades e à dignidade humana no Brasil
Palavras-chave:
Desigualdade tecnológica, Direitos da personalidade, Garantia educacionalResumo
O direito à educação, assegurado pelo artigo 6º da Constituição Federal de 1988, é um dos pilares fundamentais para a construção de uma sociedade justa e igualitária. Contudo, embora reconhecido como um direito social fundamental, seu acesso ainda é profundamente desigual. No contexto atual, marcado pela crescente digitalização dos processos educativos, novos desafios se somam aos antigos, revelando um cenário em que a conectividade, embora apresentada como instrumento de ampliação do acesso ao conhecimento, na prática evidencia o abismo entre estudantes com infraestrutura adequada e aqueles que permanecem privados das mínimas condições de acesso. O que deveria ser um instrumento de democratização do conhecimento transformou-se, para muitos estudantes em situação de vulnerabilidade, em mais uma barreira. Diante dessa nova fronteira da inclusão social, esta pesquisa tem como objetivo principal investigar de que forma a digitalização impacta a efetivação do direito à educação no Brasil, com ênfase nos grupos mais vulneráveis. Propõe-se analisar criticamente como a conectividade tem sido incorporada ao cotidiano educacional e quais os efeitos concretos para estudantes que permanecem à margem desse novo modelo digital. Para atingir esses objetivos, adota-se o método dedutivo como uma metodologia qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e análise documental. Essa abordagem permite compreender como a exclusão digital se manifesta no cotidiano escolar, revelando, por exemplo, que muitos estudantes sequer conseguem participar de aulas, pesquisas ou plataformas de aprendizagem, ferindo a dignidade humana de quem não possui condições de desenvolvimento cultural, e conhecimento. Mais do que uma compilação de dados, este trabalho pretende dar voz a quem a “educação digital” frequentemente invisibiliza: jovens e crianças que, mesmo estando à beira dessa nova fronteira de oportunidades, veem-na se fechar diante da falta de internet de qualidade e de dispositivos adequados. Ao final, espera-se contribuir para o debate acadêmico e político sobre a formulação de políticas públicas capazes de transformar essa fronteira em um verdadeiro ponto de partida para a universalização do direito à educação, garantindo que a conectividade deixe de ser privilégio e se torne, de fato, um instrumento de inclusão social.
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