Emprego de esteriótipos criminais na biopolítica como forma de ataque ao direito personalíssimo da liberdade
Palavras-chave:
Controle, Grupos vulneráveis, MedoResumo
No presente trabalho, far-se-á uma análise da correlação entre o biopoder exercido por organizações estabelecidas sob os indivíduos e a imposição de estereótipos a grupos vulneráveis visando incutir medo na população, um dos instrumentos empregados pelo biopoder. A problemática a ser abordada é que o medo é um sentimento ancestral, mas vem sendo utilizado como método para garantir o controle total dos cidadãos, afastando-os da alteridade. A partir dessa análise, justifica-se o estudo diante da falsa atribuição a grupos marginalizados como figuras ameaçadoras e criminalizadas, com o fito de fundamentar o temor da comunidade em relação a eles e o uso desse expediente por Estados e instituições. O objetivo da pesquisa é analisar como o medo é instrumentalizado na busca da efetivação do biopoder e como tal cenário tem o condão de ferir o direito personalíssimo à liberdade. O método a ser utilizado para a pesquisa será o dedutivo, com o emprego de material teórico produzido por diversos pensadores da área.
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Referências
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