Os Direitos da personalidade à luz da memória coletiva

Autores

Palavras-chave:

Grupos vulneráveis, Invisibilidade social, Memória

Resumo

O objetivo desta pesquisa é compreender de que forma a memória coletiva, potencializada pelas redes sociais e mídias digitais, atua como espaço de disputa por reconhecimento, influenciando diretamente a percepção e a valorização do direito à identidade, à imagem, à honra e à dignidade de coletividades historicamente marginalizadas. A justificativa repousa na importância epistemológica e jurídica de recuperar e proteger memórias que foram excluídas ou distorcidas na narrativa dominante, reconhecendo sua centralidade na construção da personalidade em contextos mediados tecnologicamente. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica fundamentada em autores como Maurice Halbwachs, Le Goff e Pollak. Os resultados indicam que a memória coletiva não é neutra: sua seleção, exclusão e reconstrução, amplificadas pelas plataformas digitais, são atos políticos e sociais que interferem na (in)visibilidade de sujeitos de direito, com impactos concretos na efetividade dos direitos da personalidade no espaço público contemporâneo.   

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Biografia do Autor

  • Giovanna Christina Moreli Alcantara da Silva, Universidade Cesumar - UniCesumar

    Doutoranda em Direito do Programa de Pós-Graduação em Ciências Jurídicas pela Universidade Cesumar, bolsista pelo Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Superior (PROSUP/CAPES). E-mail: giovannachristina1997@gmail.com.  

  • Fernando Rodrigues de Almeida, Universidade Cesumar - UniCesumar

    Orientador Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação - Mestrado e Doutorado - em Ciência Jurídica da Universidade Cesumar; Pesquisador do Instituto Cesumar de Ciência, Tecnologia e Inovação - Bolsista Produtividade em Pesquisa do ICETI. Contato: fernando.almeida@unicesumar.edu.br  

  • Débora Alécio, Universidade Cesumar - UniCesumar

    Doutoranda em Direito do Programa de Pós-Graduação em Ciências Jurídicas pela Universidade Cesumar, Bolsista Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES, Brasil. Contato: de.alecio@hotmail.com.  

Referências

CASADEI, Eliza Bachega. Maurice Halbwachs e Marc Bloch em torno do conceito de memória coletiva. Revista Espaço Acadêmico, v. 9, n. 108, p. 153-161, maio 2010. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/9678/5607. Acesso em: 17 jul. 2025.

ELHAJJI, Mohammed. Memória coletiva e espacialidade étnica. Revista Interdisciplinar de Comunicação e Cultura - Galáxia, n. 4, p. 177-191, 2002. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/galaxia/article/view/1283/784. Acesso em: 01 jun. 2025.

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. Trad. Beatriz Sidou. São Paulo: Centauro, 2006.

MANZI, Jorge. A memória coletiva do golpe de Estado no Chile. In: CARRETERO, Mario; ROSA, Alberto; GONZÁLEZ, María Fernanda (orgs.) Ensino da história e memória coletiva. Trad. Valério Campos. Porto Alegre: Artmed, 2007.

POLLAK, Michael. Memória e identidade social. Revista Estudos Históricos, Rio de Janeiro: Ed UFRJ, v. 5, n. 10, p. 200-212, 1992.

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Publicado

12/20/2025

Edição

Seção

GT10: TEORIA DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE: GENEALOGIA, CONCEITOS, CONSTRUÇÃO E EXPANSÃO

Categorias

Como Citar

Os Direitos da personalidade à luz da memória coletiva. (2025). Anais Do Congresso Internacional De Direitos Da Personalidade , 589-592. https://lgpublica.com/index.php/acidp-unicesumar/article/view/544

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