Entre o cárcere e a execução

Uma análise penal do massacre do carandiru

Autores

  • Camila Virissimo Rodrigues da Silva Moreira  Universidade Cesumar - UniCesumar Autor
  • Rafael Wendel Moreira dos Santos  Universidade Cesumar - UniCesumar Autor
  • Pedro Baroni Zanutto  Universidade Cesumar - UniCesumar Autor
  • Thiago Cerci Pepelascov Cardozo  Universidade Cesumar - UniCesumar Autor

Palavras-chave:

Direitos Humanos, Política Criminal, Sistema Prisional Brasileiro

Resumo

O sistema carcerário brasileiro é historicamente marcado por superlotação, violência e violações dos direitos humanos. Um dos episódios mais simbólicos dessa realidade foi o Massacre do Carandiru, ocorrido em 2 de outubro de 1992, quando a Polícia Militar de São Paulo interveio para conter uma rebelião no presídio, resultando na morte de 111 detentos. O caso gerou repercussão nacional, internacional e levantou debates sobre a brutalidade policial, a precariedade das penitenciárias e os limites da ação estatal em crises prisionais. Além da repressão violenta, o cotidiano do Carandiru era controlado por facções criminosas, que impunham regras próprias, organizavam o tráfico de drogas e ampliavam a insegurança no ambiente prisional. Esse cenário revelava um sistema dominado por forças paralelas, onde o Estado perdia o controle sobre sua função punitiva e de ressocialização. Diante deste contexto, este trabalho visa responder a seguinte questão: o massacre do Carandiru foi uma ação legítima do estado ou uma grave violação dos direitos humanos? A reflexão busca contribuir para a construção de um sistema prisional mais justo e humanizado. 

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Publicado

20-06-2024

Edição

Seção

CIÊNCIAS CRIMINAIS, PROCESSO PENAL E LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL

Como Citar

Entre o cárcere e a execução: Uma análise penal do massacre do carandiru. Anais do CDU - Congresso de Direito UniCesumar, [S. l.], p. 1079–1087, 2024. Disponível em: https://lgpublica.com/index.php/anaiscdu/article/view/378. Acesso em: 2 mar. 2026.

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